JORNALISTAS E REVOLUCIONÁRIOS
17/05/2010
Por Andrea Machado
17/05/11
Uma história de lutas e manobras para driblar a repressão imposta pelo governo militar no Brasil e alguns países da América Latina
No ano passado, ganhei um livro de um grande amigo, Roger Canutto. Ele disse, quando me entregou o embrulho, que ao chegar na livraria e o viu lembrou-se imediatamente de mim. Não foi surpresa para ele ver a alegria em meu rosto ao ver o presente. E como a obra faz parte da história brasileira não poderia deixar de dividí-la, mesmo que um pouquinho, com vocês e recomendar sua leitura.
Jornalistas e Revolucionários nos tempos da imprensa alternativa é uma obra que faz o leitor refletir sobre um período recente e obscuro da história do país. Ela traz, nas 428 páginas de sua 2ª edição, histórias de personagens que fizeram parte da imprensa alternativa. Uns sobreviveram e seguiram em frente com os seus ideais. Outros já não tiveram tanta sorte e foram silenciados pelas mãos de generais.
O jornalista Bernardo Kucinski, autor da obra, faz uma retrospectiva dos fatos vividos pela imprensa alternativa, que teve seu auge entre os anos de 1964 a 1980. Este meio teve a participação de jornalistas revolucionários que lutaram, durante anos, contra a ditadura militar instalada no Brasil e na América Latina.
O livro fala da paixão pela profissão dos jornalistas daquela época e de como fazer jornalismo em um período quando a liberdade de expressão não existia. Da luta da imprensa alternativa, composta por jornalistas e intelectuais de espíritos críticos, que lutando pela democracia foi perseguida, torturada e silenciada às ordens impostas pelo regime militar.
Do nascimento e da trajetória de jornais alternativos como O Pasquim, criado em 1969 por Jaguar, Sérgio Cabral e Paulo de Castro, o Movimento, Opinião, Em tempo, Versus, entre outros jornais citados na obra, que tinham como objetivo expor uma visão crítica de cunho político, social e cultural para convocar a sociedade a refletir sobre as atitudes do governo existente. Para isso a imprensa alternativa revolucionou a sua linguagem e deu início a uma comunicação direta com o leitor.
O autor traz mais uma versão para o desaparecimento de alguns jornais como a falta de recursos financeiros, devido à pouca organização e qualificação na área administrativa. Além das manobras que a imprensa alternativa fazia para driblar a censura e tentar sobreviver aos grandes veículos.
Bernardo Kucinski traz à tona, também, a questão da discriminação da mulher e sua demora na participação em instituições políticas e governamentais no Brasil. Inclusive na imprensa alternativa que, segundo o autor, alguns artigos associavam o movimento feminista à frustração sexual.
Enquanto em outros países, principalmente na Europa, os movimentos feministas já estavam mais avançados e eram vistos com bons olhos, inclusive, pelos exilados brasileiros.
O autor da obra, Bernardo Kucinski, participou da imprensa alternativa. Trabalhou em alguns periódicos sendo um deles o jornal Opinião, cuja veiculação foi de 1972 a 1977. Atualmente é jornalista, professor na Universidade de São Paulo - USP, pesquisador e escritor.
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por Andrea Machado
23/4/10
Vale a pena conferir as obras da editora e fotógrafa Maureen Bisilliat, que ficarão expostas até o dia 04/07 no Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso, na cidade de São Paulo.
A mostra apresenta os 50 anos da carreira de Maureen. Ao todo são 200 fotografias, sendo alguns ensaios fotográficos inéditos como o Chorinho Doce, onde parte das fotografias foram feitas no Vale do Rio Jequitinhonha, inspiradas no poema de Adélia Prado.
Além das obras fotográficas, os visitantes poderão assistir ao documentário Xingu/Terra, rodado na década de 80. Ele foi feito por Maureen e Lúcio Kodato e mostra o cotidiano da tribo indígena mehinaku, localizada no Alto do Xingu, MT.
Maureen Bisilliat nasceu em 1931 e tem origem inglesa. Porém em 1957 vem para a cidade de São Paulo onde fixa, definitivamente, seu endereço.
Ela tem um curriculo extraordinário, mas não o mostrarei aqui. Porque, neste caso, as imagens falam por si.
As imagens foram concedidas pela galeria Legado Arte, que possui um acervo de 40 ‘prints‘ das fotografias de Maureen Bisilliat feitas durante o documentário Xingu/Terra.
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A entrada é franca e o evento livre para todos os públicos A mostra acontece na Galeria de Arte do SESI – Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso Endereço: Avenida Paulista, nº 1313, Metrô Trianon-Masp, São Paulo, SP Data: 02/03 até 04/07/2010 Horários: Segundas-feiras, das 11hs. às 20hs. Terça-feira, das 10hs. às 20hs. Domingos, das 10hs. às 19hs. Informações: (11) 3146-7405 / 3146-7406 |
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por Andrea Machado
21/4/10
“O cheiro do gás é muito forte e o barulho do vazamento é muito alto. Minha cabeça está doendo muito” afirma moradora
Hoje por volta das 13h., o funcionário da construtora Even de edifícios de alto padrão, Silvério Silva, durante a obra do novo empreendimento residencial localizado na Rua Volta Redonda, altura 170, do bairro Campo Belo, na cidade de São Paulo, estoura um cano de gás de rua, que ficou vazando por aproximadamente 1h30min.

Bombeiros chegam ao local rapidamente e verificam a gravidade do vazamento de gás de rua em empreendimento residencial de alto padrão
No momento da explosão Silvério acreditou ter estourado o pneu do seu ‘trator’ que estava nivelando o solo, mas quando ouviu o barulho verificou que era vazamento de gás “achei que era o pneu. Quando olhei vi que estava vazando o gás” e acrescenta “não há sinalização de ponto de gás no local”.

Trator que o funcionário da construtora Even, Silvério Silva, estava trabalhando e que furou o ramal do gás de rua dentro do empreendimento
Técnicos da Comgás que foram acionados para irem até o local afirmam que não pode ser executada nenhuma obra com ramal de gás ligado “a construtora deve solicitar o desligamento antes de dar inicio ao trabalho”.
Já no local de vendas dos aptos. os atendentes e segurança da Construtora Even não tinham idéia do vazamento de gás na obra, pois o terreno é separado por uma divisória como medida de segurança para quem visita o stand.
Porém, o segurança do local, Wagner, nos informou que dentro do empreendimento passa um cano de gás e que a Comgás esteve ontem, 20/04, no local.
Os moradores do quarteirão reclamam que a obra está dando muito trabalho “eles entopem os bueiros com restos de construção e quando chove isso aqui é um inferno (sic)”, afirma Zé Luiz Santos, que reside em frente à obra.

Muro ou parede que Osvaldo Dorival, morador da residência amarela vizinha ao empreendimento, garante ser a parede da casa demolida pela construtora
Outro morador com residência ao lado do empreendimento afirma que a construtora demoliu a casa ao lado da sua, mas deixou o muro que está prestes a cair “o muro é da casa demolida por eles e não meu. A construtora fala que aquilo é um muro, mas na verdade, é a parede da casa que eles derrubaram e ela está sujeita a cair a qualquer momento”, disse o Sr. Osvaldo Dorival.
A Comgás chegou ao local 15min. após ser acionada. Mas a equipe que desliga o gás só conseguiu chegar e desligá-lo por volta das 14h30min.
As informações de tubulações existem na prefeitura e ficam a disposição das Construtoras após as obras serem autorizadas.
Neste caso, só nos resta questionar o porquê não há sinalização de tubulações de gás no local? A Construtora não repassou as informações para os seus funcionários? Esses dados evitam que acidentes como esse ou piores ocorram.
E de quem é a responsabilidade? Quais os riscos que os residentes ao redor do empreendimento sofreram?
Uma das moradoras do quarteirão que não quis se identificar disse que “o cheiro do gás é muito forte e o barulho do vazamento é muito alto. Minha cabeça está doendo muito (sic)”.
Os bombeiros isolaram o quarteirão assim que chegaram, porém os moradores continuaram em frente as suas residências e receberam somente uma instrução “não aproximem muito do local”.
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O dia do quarto poder
07/04/2010
Texto: Andrea Machado
07/04/10
Hoje, 07/04, comemoramos o dia do jornalista. Para os leitores e a grande imprensa, pelo visto, será comemorado como um dia qualquer, basta verificar as notícias do dia nos jornais. Mas para a Fenaj e os sindicatos será marcado como um dia de manifestações em vários estados, que tem como objetivo aprovar as Propostas de Emenda Constitucional, PEC’s, que tramitam na Câmera e no Senado.
A principal reivindicação, e está presente em todos os manifestos, é o restabelecimento da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, extinto em 17/06 do ano passado pelo Supremo Tribunal Federal, STF.
E mais uma vez, a pergunta que não quer calar: Porque a grande imprensa não divulga sequer uma ‘notinha’ sobre o tema abordado neste artigo?
Porque nós aceitamos calados o STF votar pela não obrigatoriedade do diploma de jornalismo? Onde estavam e onde estão os formadores de opinião, os intitulados de quarto poder, a grande imprensa? E os estudantes e as Universidades porque não se uniram aos sindicatos e agências para lutarem contra o fato ocorrido no ano passado?
E hoje, qual o motivo para ficarmos calados? Onde está a democracia, a liberdade de expressão e a voz dos comunicadores? Eles conseguiram nos calar? Quem ‘cala’ um jornalista, ‘cala’ uma sociedade.
Mais uma vez, vejo o assunto ser discutido entre uma minoria, que está lutando pelo direito da maioria.
Isto não quer dizer que os jornais devem extinguir seus colaboradores, que como já disse em artigo anterior, muitas vezes, fazem muito bem o papel de informar. Mas isso não lhes dá o direito de se intitularem jornalistas.
Pois para se intitular jornalista, prestar concursos e ser contratado como tal, deve-se exigir diploma e conhecimentos da área em que o profissional irá atuar para que o mesmo não seja a próxima ‘marionete’ das grandes redações que, na maioria das vezes, priorizam as informações dadas pelas Agências de Notícias, perdendo a essência do fato e sua contextualização.
Quero aqui parabenizar à todos os profissionais do jornalismo e, principalmente, àqueles que lutam pelos nossos direitos. Pois não posso deixar o nosso dia passar em ‘branco’.
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Glória Maria está de volta
06/04/2010
Texto: Andrea Machado
06/04/10
Após 02 anos afastada das telinhas da Globo, por decisão própria, Glória Maria volta na próxima sexta-feira, 09/04, para o programa Globo Repórter.
Em sua estréia, a jornalista, vai apresentar as curiosidades de Brunei, um país localizado no sudeste da Ásia, cujo idioma oficial é o malaio, mas fala-se também o chines.
A história de Brunei foi marcada pela disputa de seu território. No final do século XIX é dominada pelo Reino Unido. Porém, durante a II Guerra Mundial os japoneses tomam o país, e no fim da guerra o território passa a ser, novamente, do Reino Unido.
Em 68, o país passa a ser governado pelo sultão Hassanal Bolkiah, em regime ditatorial. O governo de Hassanal é envolvido em escândalos, opressões e revoltas de partidos oposicionistas.
Além da política, Glória Maria, mostrará as belezas naturais de Brunei. Como sempre ela acerta em cheio sua pauta e com certeza nos trará uma reportagem muito rica, graças à sua excelência em estar em frente as telinhas.
O programa é exibido todas as sextas-feiras a partir das 22h10 e reprisado na programação da Globo News aos sábados às 09h05 e domingos às 13h05.
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Texto e imagens: Andrea Machado
14/03/10
O céu da cidade de São Paulo escureceu na tarde de hoje. “As chuvas fortes e os ventos foram assustadores” era o que se ouvia das pessoas que estavam na Av. Brasil, entre a Alameda Gabriel Monteiro da Silva e Avenida Rebouças.
Nesta tarde Ricardo, um homem de aproximadamente 30 anos, fazia caminhada com um grupo de amigos na Av. Brasil, e por volta das 14h. e 30 min., eles se dispersaram para procurar abrigo e se proteger da chuva, que novamente insistiu em cair. A Avenida é um trajeto muito procurado por pessoas que gostam de fazer esse tipo de esporte.

Por ser larga e arborizada, muitas pessoas utilizam a Avenida Brasil para fazer caminhadas, elas só não esperam uma tragédia
Enquanto isso, um vento forte ou um raio atingiu a árvore na qual Ricardo utilizou como abrigo, que violentamente o atingiu causando traumatismo craniano, hemorragia interna e fratura no pé.
O soldado Eudes, da Polícia Militar, informa que “o vento foi uma das causas do acidente, mas não podemos excluir a hipótese de relâmpago”.
A equipe de resgate fez os primeiros socorros na vítima e em seguida a encaminhou para o Hospital das Clínicas, que se encontra próximo ao local do acidente, em estado grave.
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Texto e imagens: Andrea Machado
12/12/09
Um dia após a confirmação do volante Ralf para a temporada 2010, o Corinthians lançou, nesta tarde, o Livro-Agenda do time no Museu do Futebol, localizado no Estádio do Pacaembu, na capital Paulista.
O evento contou com a presença do cantor e compositor Toquinho, que ao final autografou o livro para os torcedores e falou com a imprensa.
São 144 páginas de fatos, histórias e ilustrações dos 99 anos do Corinthians, que em setembro do ano que vem fará seu centenário.
O blog de esporte http://jornalismofc.wordpress.com irá sortear o Livro-Agenda. Para concorrer basta entrar no blog e seguir as instruções, desde já desejo à você: boa sorte.
Estive presente no lançamento e fiz umas imagens para você, leitor do AndreaMachadoconversa, e torcedor do Timão.

Toquinho autografa Livro-Agenda do Corinthians que será sorteado no blog http://jornalismofc.wordpress.com
O Timão nasce do povo e o povo é quem faz o timão…
Tudo começou em 1º de setembro de 1910, no bairro do Bom Retiro. Cinco operários se reuniram com mais 8 amigos para assistir a uma partida de futebol na televisão e logo após o jogo fundaram o Sport Club Corinthians Paulista.
“O Corinthians vai ser o time do povo e o povo é quem vai fazer o time”, afirmou o primeiro presidente Miguel Bataglia, que na época era alfaiate.
… que enche os estádios e treme as arquibancadas.
E foi concretizado. Sua torcida, movida pela paixão, faz de tudo para o time. Mesmo quando há derrotas ela nunca o abandona. Veste a camisa, lota os estádios e faz de tudo para levar o time à vitória.
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Enquanto houver plateia o show continuará
04/12/2009
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04/12/09
Artigo escrito por Andrea Machado e Fabiano de Souza sobre a atitude e o papel da imprensa brasileira, no blog mw360.blogspot.com, no dia 09/03 deste ano.
Decidi colocá-lo aqui, na íntegra, para que possamos analisar o que a mídia faz com assuntos que são de interesses públicos e como o público os aceitam com tanta facilidade.
Pesquisas mostram que no Brasil, muitos deixaram de passar fome no governo atual. Mas isso é real?
No artigo foram citados casos que nada tem a ver com a política. Porém, devemos questionar porque a mídia faz uma cobertura política que favorece tanto o atual governo e a que custo?
Pois “uma imprensa vigilante é algo que parece utópico à medida que os veículos de comunicação são instrumentos que devem gerar lucro, muitas vezes a qualquer preço, como tem demonstrado no exercício da profissão.”
Mas, de quem é a culpa? Da sociedade que aceita as notícias, das universidades que formam os jornalistas, dos órgãos que as impedem de investigar ou da própria mídia, quando algumas delas, se calam diante de tantas irregulares e indelicadezas vindas do representante de nosso Brasil?
Palavras de baixo calão, corrupção, mentiras e favorecimento aos seus aliados é o que vemos no atual governo federal. A oposição também não fica fora desses atos.
É a plateia que elegerá o novo Presidente da República. Do país que tanto amo, mas infelizmente, está viciado em corrupções. E é a mídia que vai colaborar para eleger esse representante em 2010.
Então, o que nós, plateia, queremos para o futuro de nosso país?
Enquanto houver plateia o show continuará
Por Andrea Machado e Fabiano de Souza
A mídia brasileira há muito não exerce com seriedade seu papel. Infelizmente, não há monitoramento das questões que são levantadas. Vender hoje é o que importa. Analisar e ser abrangente com os fatos que ocorrem não fazem mais parte do jornalismo.
As recentes tragédias sociais que tomam conta de nosso país parecem não ser o suficiente para que a imprensa pense e repense qual o seu verdadeiro papel, diante de todas essas mazelas.
O que falta? Respeito, ética, coerência e responsabilidade do meio, dos jornalistas e da sociedade, pois se não houver público, não haverá espetáculo. Enquanto houver plateia o show continuará.
Os exemplos de cobertura de casos como o cárcere privado a que foi submetida a jovem Eloá, que depois seria assassinada pelo namorado, mostram que os jornalistas abusam daquilo que chamam de liberdade de expressão.
Mas onde começa e onde termina o direito do outro? Teria a imprensa brasileira o direito de interferir no trabalho da polícia ou da justiça? Até onde vai a missão de manter informada a população?
Os meios de comunicação no Brasil tem feito bem mais do que exercer o papel de agente formador de opinião ou fiscalizador. Eles extrapolaram suas premissas e as transformaram em espetáculos, fazendo mau gosto, aquilo que deveria ser uma pauta séria, contextualizando os fatos mostrando que no país morrem várias pessoas por dia de formas tão trágicas quanto o da adolescente, que além de vítima do ciúme, tornou-se vítima de abuso do poder da comunicação.
Lições como essa parecem não surtir efeito, quando a busca pelo furo de reportagem e a concorrência pela informação inédita são mais importantes do que o fato em si.
Muitos devem lembrar do caso da Escola Base, quando a imprensa, antes mesmo da conclusão do inquérito policial, deu sua sentença. As reportagens “condenavam” inocentes por um crime que não cometeram. Mais tarde os acusados foram declarados inocentes e coube aos “acusadores”, neste caso a mídia, o ônus de se desculparem, pagando indenizações, como se isso pudesse reparar todo o mal causado aos donos da escola e seu motorista.
Uma imprensa vigilante é algo que parece utópico à medida que os veículos de comunicação são instrumentos que devem gerar lucro, muitas vezes a qualquer preço, como têm demonstrado no exercício da profissão.
Em que país podemos admitir que um órgão da imprensa coloque um criminoso para falar ao vivo a toda uma nação, enquanto a polícia tenta isolá-lo, na tentativa de resolver o caso o quanto antes e libertar a refém? Talvez na ficção como observamos no filme “O Quarto Poder”.
Para que a imprensa possa cumprir seu papel social de informar e muitas vezes denunciar, seria necessário que houvesse independência ao que hoje sustenta as redações dos jornais e televisão: os grandes anunciantes.
Mas qual é o papel social do jornalismo brasileiro? “Investigar”, analisar, contextualizar e informar o receptor, com ética, clareza e simplicidade os fatos que são importantes para a sociedade.
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Texto: Andrea Machado
16/10/09
A cantora e apresentadora, Patty Ascher, comanda shows ao vivo para uma platéia de 100 lugares, com convidados ilustres e interatividade entre o público e os músicos, no programa Bossa ao Vivo, que acontece todas as segundas, quartas e sábados na loja-conceito da Livraria da Vila no Shopping Cidade Jardim, e é veiculado todos os domingos às 13hs. na Rádio Alpha FM desde abril deste ano.
No mês de outubro, o programa encerra a temporada de 2009, com a participação dos cantores Leila Pinheiro e Kiko Zambianchi, no dia 19/10, a partir das 17hs. e aguarda a confirmação da nova data, ainda para este mês, do cantor Nando Reis, que estava agendado para o dia 07/10.

Patty Ascher e Andrea Machado
Patty Ascher, em entrevista para o blog Andrea Machado conversa, informa que está feliz com a aceitação do público e diz “além da platéia temos mais de 250 mil ouvintes por minuto que ouve o programa na Rádio. O Bossa ao Vivo é um programa consagrado pelo público e estou muito feliz por isso”.
Ela desenvolveu, pessoalmente, o projeto do programa em 2006 e inaugurou o Bossa ao Vivo em 2008. A apresentação da primeira temporada foi no Bar ao Vivo, localizado no bairro de Moema, na capital paulista, e durou 8 meses. Ele teve como inspiração o famoso “O Fino da Bossa”, que foi sucesso nos anos 60, com a apresentação de Elis Regina e Jair Rodrigues, na TV Record.

Cláudio Lins e Patty Ascher durante o programa Bossa ao Vivo
Na sua primeira temporada, o Bossa ao Vivo, teve a participação de cantores consagrados como Ivan Lins, Roberto Menescal, Joyce, Pedro Mariano, Simoninha, Marcos Valle, Carlos Lyra, Jorge Vercilo, entre outros.
Porém, em 2009 ela abre o programa para outros ritmos e afirma “eu quero mostrar que música de qualidade, independe do estilo”. Nesta temporada o Bossa ao Vivo contou com a participação dos cantores Jair Rodrigues, Guilherme Arantes, Arnaldo Antunes, Fernanda Porto, entre outros, e foi palco de lançamento de vários cantores como Marcos Murinbau, com o CD Munrimbalando e Arco Duo, com o CD Arco Duo in Space Rock.
Wilson Sideral e Cláudio Lins foram as atrações do dia 12/10. A platéia estava repleta de gente bonita e animada, que cantava e fazia perguntas aos músicos durante a apresentação.

Wilson Sideral durante o show no programa Bossa ao Vivo
O cantor e compositor Wilson Sideral fala com Andrea Machado após o show e afirma que “o programa Bossa ao Vivo, além de já trazer cantores renomados está lançando outros que estão chegando. É a oportunidade das pessoas se lançarem no meio artístico, pois é uma hora de apresentação e divulgação do seu nome em uma rádio que tem enorme audiência, além do público que assiste o programa ao vivo aqui no Shopping Cidade Jardim. Quem vem aqui na Livraria da Vila te ouve de qualquer jeito.”
Patty Ascher além de apresentadora e cantora, é proprietária de uma agência de Marketing Cultural e não abre mão de ser cantora e empresária: “Sou uma cantora que precisa de muita criatividade para sobreviver como artista e, ainda, não consegui abrir mão de ser empresária justamente por isso”.
Para assistir aos shows ao vivo acesse o site www.livrariadavila.com.br e verifique os dias e horários das apresentações. Compareçam com antecedência para garantir seu lugar porque o show é gratuito.
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